Recuperar a saúde, prioridade nº1 da vida
Como o meu corpo me obrigou a mudar e como reencontrei o meu equilíbrio
A vida tornou-se tão exigente que, durante muitos anos, o meu corpo foi acumulando sinais que eu insistia em ignorar. Amigdalites na infância, infeções recorrentes na adolescência, sintomas depressivos após o nascimento dos meus filhos e um estado constante de stress que me levava a comer em excesso – especialmente doces e pão. Tudo isto acabou por gerar desequilíbrios profundos: aumento de peso, dores musculares e articulares, cansaço e dificuldades de mobilidade.
O diagnóstico de suspeita de Espondilite Anquilosante levou-me a cinco anos de consultas de Reumatologia, medicação e hidroterapia. Melhorava, mas nunca o suficiente. Aos 34 anos percebi que tinha de transformar completamente a forma como cuidava de mim.
A mudança começou na alimentação
O primeiro passo foi perder peso. A descoberta do livro Dieta sem Dieta, de Paula Veloso, deu-me ferramentas práticas e sensatas para reformular a minha alimentação. Em 12 meses perdi 12 quilos, de forma consciente e equilibrada.
Foi também nesta fase que compreendi como uma alimentação pobre em proteína e rica em hidratos de carbono, combinada com oscilações hormonais, afeta neurotransmissores fundamentais como a serotonina – responsável pelo humor, sono, apetite e funcionamento intestinal.
O impacto do nosso mundo interno: os “quartetos da felicidade”
O bem-estar depende de quatro neurotransmissores essenciais:
Serotonina
Responsável pelo humor, sono e equilíbrio intestinal.
• Baixa: tristeza, dor, prisão de ventre.
• Elevada: dores de cabeça, tensão muscular, diarreia.
Dopamina
Relacionada com a motivação, foco, libido e realização.
• Em equilíbrio, ajuda a avançar em direção a metas e objetivos.
Oxitocina
A “hormona do amor”.
• Aumenta com afetos, toque e relações positivas.
• Regula o sistema emocional e cria sensação de segurança.
Endorfinas
Analgesia natural do corpo.
• Reduzem dor, ansiedade e tensão.
• Libertadas com riso e exercício físico.
Perceber estes quatro elementos ajudou-me a compreender por que razão a minha saúde emocional e física estavam tão interligadas.
Quando descobri que exercício e alimentação não eram suficientes
Ainda que fundamentais, percebi que alimentação e movimento não resolvem tudo. Procurei então terapias complementares: Acupuntura, Osteopatia, Reiki e, mais tarde, outras técnicas energéticas e emocionais que hoje utilizo profissionalmente. Estas práticas foram decisivas para recuperar qualidade de vida e mobilidade.
Com o tempo, o meu bem-estar aumentou e surgiu em mim a vontade de aprofundar conhecimentos. Formei-me em Terapia Holística para compreender melhor o Ser Humano e para ajudar outras pessoas a reencontrarem o seu próprio equilíbrio físico, emocional, mental, energético e espiritual.
A caminhada continua
Mesmo muitos anos após recuperar, a COVID-19 trouxe novos desafios, incluindo sintomas de Fibromialgia. Mas hoje vivo com consciência, hábitos sólidos e ferramentas que me permitem manter estabilidade e qualidade de vida.
A verdade que aprendi
Uma boa alimentação e a prática regular de exercício são fundamentais, mas não são suficientes. Para manter ou recuperar saúde real, é necessário cuidar de todas as dimensões do Ser: corpo, emoções, mente, energia e espiritualidade. Só assim existe equilíbrio duradouro.